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A Ciência dos Meridianos de Acupuntura

Muitos ainda questionam se as terapias complementares podem ou não serem consideradas científicas. Talvez tenhamos que nos ater ao tempo, à história. Tudo depende da fase histórica que está sendo analisada. Se está sendo analisada a pré-história, verificamos que o homem, ou seu ancestral inferiam que tudo estava parado, e que a luz do sol acendia e apagava diariamente. Traçando uma analogia ao entendimento da acupuntura, podemos criar uma semelhança os indivíduos que pensam na acupuntura como algo mágico, que trabalha com energia e curandeirismo, xamanismo, que não se concentra apenas existindo nesse período histórico, mas também a pensamentos refletidos nos dias de hoje.

Já no período geocêntrico, afirmariam que o sol gira em torno da Terra e que nós seríamos o centro do universo, como pensam aqueles que acreditam que a acupuntura é somente um fenômeno de estímulo cutâneo e do sistema nervoso, atuando como que magia “vudu” nas terminações nervosas para que o corpo reaja ativando ou desativando respostas neurofisiológicas para buscar a cura.

Pulemos a idade média, considerada a idade das trevas no contexto científico e outros mais, impossibilitando uma possível analogia com o entendimento da acupuntura.

Entremos na evolução da medicina moderna, já no século XIX onde tudo era visto como processos matemáticos cartesianos, e as interações tinham obrigatoriedade de uma causa e efeito possíveis de serem mensuradas e observadas igualmente em todos os indivíduos. A acupuntura considerada desta época é aquela em que a ciência fala do estimulo a nervos e aos centros do sistema nervoso central e autonômico, causando a modulação de respostas orgânicas através destes mesmos estímulos. Nesse momento, os meridianos começavam a aparecer centralizados no processo anatômico de passagem no sistema tegumentar. Os pontos que não estavam coordenados neste processo não podiam ser explicados, pois os meridianos seriam os trajetos dos nervos e suas derivações.

Já pensando em um mundo médico mais evoluído, passamos para a medicina do século XX, aonde tínhamos equipamentos e experimentações de alta tecnologia para a época, em especial no fim do século aonde exigia-se a comprovação para tudo e, após uma análise mais profunda e detalhada tínhamos o entendimento da ação neurofisiológica, estudando materiais infinitesimais que acionavam os processos metabólicos de uma forma microscópica, com receptores e efetores celulares. É onde se estabelecia a acupuntura moderna, falando das interleucinas e suas ações fisiológicas e onde se estudava quais destas interleucinas atuava após o estimulo de cada um dos pontos, tanto através da via neurológica como da via metabólica humoral, de hormônios. Nesse momento, os meridianos passam a ser vias metabólicas presentes na pele que modulam as diferentes reações bioquímicas e biofísicas do organismo, funcionando como receptores e moduladores e envolvendo a pele e todas as estruturas acopladas a ela. Porém, ainda não tendo seu entendimento pleno, embora alguns estudos mostrarem canalículos linfáticos que transmitem estes impulsos (há tempos, chamados de Ductos de Bongham).

Agora estamos no século XXI, onde a importância da comunicação da matéria, energia e do meio ambiente estão cada vez mais envolvidos. Computadores quânticos que já não trabalham somente com o código binário 0 e 1, começam a mostrar que é possível trabalhar entre o 0 e 1 em uma linguagem quântica. A acupuntura agora passou a ser vista como um processo de modulação metabólica que através de estímulos do micro RNA (estrutura que modula e controla a codificação do DNA celular), ajustando a todo o processo orgânico funcional e corrigindo o desequilíbrio orgânico que chamamos de doença ou patologia.

Muito bem, mas e os meridianos aonde se encaixam nisso? Podemos considerar que eles devam ser quânticos, como o efeito da acupuntura.

Atualmente existem trabalhos que demonstram os meridianos envolvendo estruturas na fáscia muscular espalhados pelo corpo e que, com o estímulo físico da acupuntura, organizam vias de movimentação moduladas pelo óxido nítrico e movimentos de fluxo (sendo os estímulos tanto elétricos como físicos) da linfa, sangue e eletrólitos, estimulando o próprio organismo a produzir, organizar e circular seus componentes metabólicos. Ainda há muito a ser pesquisado, a se aprofundar, mas sabemos que surgem estudos avançando cada vez mais para a comprovação disso.

Devemos considerar que tudo na ciência evolui e forma como uma pirâmide se justapondo e, novamente se formando. Considerando a medicina chinesa – acupuntura, avaliada pela sua atuação desde a antiguidade e seu uso em grandes proporções, temos uma base da pirâmide gigantesca que pode nos levar a um ápice talvez inimaginável do que possa nos aguardar no futuro.

O computador quântico é um exemplo de evolução; a medicina chinesa pode ser considerada como um computador quântico dentro da medicina humana, mostrando e gerando sempre caminhos precisos e integrados: ciência, realidade que vivemos e princípios da cura sempre pelo mais simples, através do estudo do sistema em conectividade com o todo.

De conceitos pré-históricos, que também estão presentes (pois fazem parte da nossa evolução), até conceitos extremamente avançados de física quântica (supercordas e outros ainda em evolução) mostrando como os estímulos cutâneos provocarão um efeito que todos os médicos procuram para seus pacientes: a cura.